segunda-feira, 1 de julho de 2013

AMERICANO GANHA A VIDA COMO APONTADOR DE LÁPIS



MILÃO - Bizarro, excêntrico, insensato, louco e genial. Esses são os adjetivos (ao menos os publicáveis) que costumam acompanhar o nome do ex-cartunista americano David Rees. Tem sido assim desde que ele decidiu abandonar o desenho e enveredar pela carreira de apontador de lápis profissional. Pois é, essa profissão existe.


David era um bem-sucedido humorista político nos Estados Unidos, criticando o governo de George W. Bush desde os atentados de 11 de setembro. Mas os quadrinhos “Get Your War On”, publicados no site de David, chegaram ao fim com a vitória de Barack Obama nas eleições americanas de 2008.

— Não tinha mais o personagem Bush para brincar, e eu queria fazer algo menos intelectual e mais manual — justifica.

A paixão pelo lápis não é recente. Afinal, esse era o principal instrumento de trabalho de David como desenhista. Mesmo assim, após aposentar sua coluna satírica, ele buscou emprego como recenseador. Quem diria, o cartunista passou a ter como rotina diária o preenchimento de formulários — coisa que fazia, claro, sempre munido de um lápis e um apontador.

— Foi como voltar no tempo. A sensação era a mesma que sentia quando ia à escola — explica David. — Assim que acabei o recenseamento decidi abrir meu próprio negócio: apontar lápis.

O novo empreendimento levou algum tempo para ser colocado em prática. David estudou, especializou-se em várias técnicas para apontar lápis. Quando colocou no ar o seu novo site, muita gente achou que fosse brincadeira.

— Houve quem me escrevesse dizendo que era uma porcaria, para não falar dos impropérios impublicáveis — conta um sorridente apontador, que hoje tem ateliê no Vale do Hudson, estado de Nova York.

Os primeiros clientes de David foram amigos que trouxeram outros amigos e, assim, a troca de informações rápida das redes sociais foi fundamental para o apontador de lápis. Mas se a tecnologia foi necessária para divulgar o trabalho (e não é assim para todo mundo, hoje?), David trabalha com ferramentas que já existiam muito antes de qualquer PC: uma maleta repleta de apontadores, estiletes, lâminas, apontadores a manivela, chaves de fenda, lixas, uma tesourinha e, claro, muitos lápis — a maioria desses são os amarelos número 2.

— Um dos meus primeiros clientes foi um casal que vivia em uma fazenda no interior dos Estados Unidos. Fui convidado a participar de um evento beneficente organizado por eles. Fiquei para almoçar e apontei uma grande quantidade de lápis alemães que eles tinham guardados — lembra o apontador profissional, que finaliza sua obra afiando com uma lixa ainda mais a ponta dos lápis.

A fama de artesão se espalhou pelo país e, hoje, David aponta os lápis da escritora americana Elizabeth Gilbert, autora do best-seller “Comer, Rezar e Amar”, e do cineasta Spike Jonze, diretor de “Quero ser John Malkovich”.

— Entre meus clientes há artistas, professores e mães que querem que os filhos cheguem ao primeiro dia de aula com lápis perfeitos. Mas há quem veja meus lápis como esculturas e prefira exibi-los na prateleira — conta, explicando que designers e artistas preferem lápis mais macios como o 2B. Já engenheiros e arquitetos são adeptos do 2H.

David cobra entre US$ 35 (EUA) e US$ 40 (exterior) para apontar lápis. E os entrega em tubinhos de plástico e com certificado de garantia.

Bons grafites e cedro vermelho: fundamentais

Tempo e paciência são fundamentais para um processo artesanal. A pressa — também para apontadores de lápis — é inimiga da perfeição.

— É um trabalho que requer dedicação, um bom produto e muita atenção. Às vezes chego a levar 45 minutos para apontar um só lápis — diz David, que utiliza somente os lápis amarelos número 2 da General Pencil, uma empresa familiar de Nova Jersey, que está no ramo há mais de 100 anos. — A qualidade do produto é muito importante. Os melhores são feitos com bons grafites e cedro vermelho. E quanto mais antigo melhor — explica.

Aos 40 anos — ele atua há três como apontador profissional — David decidiu publicar um livro em que ensina os segredos de sua profissão. E ele deve realmente entender do que se trata, já que tem uma coleção com mais de 10 mil lápis, muitos rigorosamente apontados.

“How to sharpen a pencil” (Como apontar um lápis, na tradução literal) é uma verdadeira enciclopédia que pretende explicar ao leitor como escolher um bom lápis, o tipo de ponta, qual o melhor apontador, e pode acreditar, traz uma infinidade de dicas e críticas. “Lapiseiras, por exemplo, são uma porcaria. Assim como são muito ruins os lápis fabricados na China”, escreve David no livro.

Há também capítulos dedicados integralmente a como distinguir um bom lápis e como evitar a “insuportável” quebra interna do grafite. Eis a dica: “Comprar um lápis de qualidade e apontá-lo delicadamente, sem pressa. Não desista facilmente se a ponta quebrar.... Vale a pena insistir”.

Nos últimos três anos David já apontou cerca de 1.630 lápis. Coisa pouca é bobagem.

Americanos preferem os modelos com borracha

A devoção de David Rees por seus lápis já foi comparada a do escritor britânico Roald Dahl, autor de “A fantástica fábrica de chocolate”, que, para iniciar suas obras, precisava se munir de exatos seis lápis amarelos número 2.

— O lápis faz parte da memória de quase todos nós. É um instrumento de comunicação. O cheiro, a textura, a forma. É também democrático, pois custa pouco — filosofa o apontador, que pretende expandir seus negócios para outros países. Para isso ele estuda as características e as preferências do mercado.

— Os europeus são adeptos dos modelos simples. Já os americanos gostam mais do lápis com ponta de borracha inventado, em 1853, por Hymen Lipman — esclarece David, que parece acreditar que seus compatriotas erram mais ao escrever que os vizinhos do Velho Continente.

Erros à parte, a devoção ao lápis parece ser americana. O país até criou uma data nacional comemorativa: 30 de março. Alguém falou em excentricidade?


Leia mais sobre esse assunto em http://ela.oglobo.globo.com/vida/americano-ganha-vida-como-apontador-de-lapis-profissional-8497218#ixzz2XoF1HPwm
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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Pôster animado do filme Carrie, a estranha!

Eu...Superman

A Warner lançou uma campanha de marketing seguindo a trilha de Game of Thrones, onde você pode criar o emblema familiar que você usaria caso fosse o Superman.

Link para fazer: http://glyphcreator.manofsteel.com/

segunda-feira, 20 de maio de 2013

INFERNO...Dan Brown

Desde que O Código da Vinci se converteu no romance mais vendido da História, Dan Brown criou seus próprios códigos. Religião e arte tornam a se encontrar sob o olhar ousado de Robert Langdon em Inferno (Arqueiro), que chega hoje às livrarias brasileiras com uma primeira edição na versão de papel de 500 mil exemplares. Mas o autor reivindica a compatibilidade entre complexidade e best-seller.


FONTE: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,o-novo-best-seller-de-dan-brown-,1033633,0.htm

quinta-feira, 11 de abril de 2013

"De volta para o futuro" é possível???


Se você está pensando em fazer uma viagem, mas odeia o tempo gasto em aeroportos e traslados, fique tranquilo. Talvez você possa inovar nas próximas férias. Isso, claro, se o que o iraniano Ali Razeghi afirma fizer algum sentido.


Vamos aos fatos: o cara é cientista, desses de verdade mesmo, trabalha para o Centro de Invenções Estratégicas do seu país e anunciou, recentemente, a criação de uma máquina do tempo. Mas calma! Você não vai poder bancar o Christopher Lloyd e dar um pulinho em algum lugar do passado. Simplesmente porque se trata de uma máquina que viaja para o futuro, apenas.Ou não. De acordo com o autor da invenção, a viagem não é assim tão simples, pois a máquina não pode levar alguém até o futuro, mas pode trazer o futuro até alguém. Quê? Pode isso, Arnaldo? Bom, se pode, ninguém sabe, ninguém viu, mas Razeghi afirma que ao utilizar algoritmos complexos a máquina pode predizer a vida de uma pessoa de cinco a oito anos, com 98% de precisão.

Mais informações: http://www.megacurioso.com.br/invencoes/36165-de-volta-para-o-futuro-cientista-iraniano-diz-ter-criado-maquina-do-tempo.htm